Perigos de uma casa para os peludos

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Nem sempre a nossa casa é um ambiente tão seguro assim para os bichos.

Ontem ouvi uma história triste sobre envenenamento acidental e lembrei que poderia ser uma matéria útil aqui para o site. Vários podem ser os perigos, como por exemplo tomadas e fios. Filhotes adoram roer e explorar todo o ambiente e em muitos casos, ocorrem acidentes porque o animal resolveu morder fios e roer tomadas, muitas vezes tomando choques que podem ser gravíssimos. E não só cães, como gatos também podem roer fios. Então se você tem um filhotinho, cuide para que ele não tenha acesso a tomadas e fios. Falando ainda da mania de roer e querer engolir tudo, temos ainda muitos casos de corpos estranhos , que são simplesmente objetos que o animal achou pela casa e engoliu, muitas vezes parando no intestino ou estômago, levando o animal a ser hospitalizado para a remoção cirúrgica desses objetos, que podem ser: linhas, palitos, bolinhas pequenas, pedaços de brinquedos e já vi um caso de um filhote de Boxer que engoliu parte de uma mangueira. Fique sempre atento!

Outra coisa muito importante: evitar uso de pesticidas e venenos para rato. Essa é provavelmente a maior causa de óbitos por acidentes em casa. Os cães e gatos podem sim ter acesso aquela isca que você montou com queijo para o rato e irão comer o veneno! Muitas vezes conseguimos evitar o pior, quando o dono logo percebe, mas outras vezes não, já que esses venenos são muito fortes. Isso também vale para venenos de barata e qualquer outro inseto. Sério, não tenha em casa isso.

Por último temos que ter cuidados com as plantas que colocamos em casa já que muitas delas podem ser extremamente tóxicas se ingeridas. Gatos, por exemplo, adoram ficar mordiscando folhinhas e florzinhas. Já fiz um post aqui no site sobre algumas plantas tóxicas que não devemos deixar próximas aos animais.

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Porque vermifugar os peludos?

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Fazer a vermifugação do seu pet é uma coisa simples e muito necessária. Mas muita gente acaba esquecendo. Porque então devo me preocupar com a vermifugação, tanto de cães, como de gatos?

Quando filhotes, os vermes podem acarretar maiores prejuízos a saúde, já que fica comprometido o total aproveitamento de nutrientes, podendo levar o animal a presentar anemia, seguida de fraqueza, falta de apetite, queda de imunidade, podendo ser então uma porta de entrada à outras doenças. O filhote ainda pode apresentar vômito e diarréia, fortes dores abdominais e sendo a quantidade de vermes parasitando muito grande, o animal pode vir à óbito.

Em cães adultos, os vermes podem causar também apatia, pelos fracos, e todos os sinas acima citados, porém mais brandos.

Esses vermes podem parasitar o homem também, aumentando ainda mais a importância da vermifugação.

O esquema de vermifugação deve ser feito de acordo com a idade do animal. Quando filhote, devem ser vermifugados assim que desmamam e depois em datas alternadas com as vacinas . Quando adultos, podem ser vermifugados a cada seis meses ou um ano. E atenção para animais que tenham pulga, já que a pulga também transmite vermes. Além de dar o vermífugo, o animal também deverá receber tratamento antipulgas.

O médico veterinário será quem irá te orientar corretamente sobre quais vermifugos a serem dados e em quais datas devem ser dados.

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Gatinhos também ficam gripados!

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No post anterior , falei da gripe canina, já alertando que os felinos também podem contrair uma espécie de gripe felina. Uma patologia não tem nada a ver com a outra, portanto se seu gato estiver gripado, seu cachorro não corre o risco de pegar ESSA gripe, apenas um outro gatinho.

Antigamente chamada apenas de rinotraqueíte felina e hoje conhecida como complexo respiratório felino , a doença envolve múltiplos vírus e bactérias oportunistas, que podem agir em conjunto ou não. A multiplicação viral pode se dar nas mucosas orais, oculares e ainda no pulmão e traquéia. Os sintomas clássicos são lacrimejamento , secreção nasal e ocular, traquéia inflamada causando tosses e espirros, salivação , úlceras na boca, febre. Pode evoluir para uma pneumonia. Animais imunodebilitados são mais acometidos, como filhotes e idosos.

A transmissão se dá principalmente do contato direto de um gato para outro, mas comedouros e bebedouros também se tornam fontes de transmissão, por isso deve-se ter muito cuidado em lugares com superpopulação de gatos. Os vírus não sobrevivem muito tempo fora do hospedeiro e são bem sensíveis a desinfetantes, então uma boa limpeza do local onde ficam os gatos é importante.

Por ficarem com o olfato prejudicado, se recusam a comer normalmente, o que vai deixando o animal cada vez mais debilitado. Portanto , quando o proprietário notar os primeiros sintomas , não hesite em procurar logo o médico veterinário para que seja bem orientado sobre o tratamento, principalmente porque gatos não podem tomar qualquer medicação, correndo o risco de serem intoxicados se o proprietário resolver tratar por conta própria.

A vacinação feita desde filhotes é a melhor forma de prevenção, principalmente para gatos que tenham acesso à rua.

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Micoplasmose( antiga hemobartonelose)

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No post passado, falei sobre as hemoparasitoses que podem acometer os cães. Mas muita gente não sabe é que os gatos podem desenvolver também um tipo de doença trazida pelo carrapato e também por pulgas ou piolhos. Há ainda a transmissaõ transplacentária , quando a gatinha infectada transmite a bactéria aos seus filhotes.

Esta doença se chama micoplasmose. Ela pode ainda estar no animal de forma assintomática, aparecendo apenas quando o animal tem uma queda no seu sistema imunológico, devido a estresse ou outras doenças debilitantes.

Os sintomas incluem apatia, anemia, aumento do baço, febre e emagrecimento progressivo, entre outros.

O diagnóstico se dá através de exames de sangue e também pelo histórico de infestação por pulgas ou carrapatos.

Nos animais assintomáticos,ou com sintomas brandos a doença tende a ser auto limitante, sendo que o organismo reage e elimina a infecção, porém nos casos mais sérios, deve- se utilizar antibióticos , complexos vitamínicos e hidratação do animal através de fluidoterapia.  Evitar sempre que o gato passe por situações de estresse.

Os animais tratados se recuperam da doença, mas se tornam portadores dela pelo resto da vida, e qualquer situação que deixa o sistema imunológico mais debilitado, pode fazer com que a doença retorne.

Qualquer mudançã no comportamento do felino, consulte sempre o veterinário. Dúvidas? Deixe seu recado aqui  ou na fan page Isa Casline Veterinária

Piometra! Mas o que é isso?

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Você ouviu do seu médico veterinário que sua cachorrinha ou gatinha , está com Piometra. O nome te assustou! Sim, é uma doença séria, mas se tratada rapidamente, o animal volta à ficar sadio em pouco tempo.

A Piometra é uma infecção bacteriana que ocorre no endométrio, lá dentro do útero, causada por uma exposição prolongada ao hormônio progesterona. Ocorre uma hiperplasia ( aumento) desse endométrio, acumulando líquido no lúmen do útero, somado ainda à diminuição das defesas imunitárias locais, principalmente em cadelas ou gatas de meia idade para cima, tornando o meio uterino propício a multiplicação bacteriana. As fêmeas felinas tem menos propensão a esse problema pois as concentrações de progesterona não são tão elevadas como nas cadelas. Animais jovens também são menos acometidos, mas não se engane achando que por ser um animal novinho , a Piometra não pode aparecer, já que eu mesma  diagnostiquei uma fêmea de menos de um ano de idade. Cuidado também com o uso de anticoncepcionais veterinários nos animais, porque o uso de hormônios exógenos aumenta consideravelmente o número de casos da doença.

O animal acometido apresenta apatia, febre, diminuição de apetite,  e em alguns casos, vômito. A doença pode tanto ser de cérvix aberta, que é quando aparece uma secreção vaginal purulenta, ou de cérvix fechada, onde aparece a distensão abdominal, e não há secreção alguma. Essa é mais séria, porque pode ocorrer a ruptura do útero e ainda a migração das bactérias para o rim.

Porém há casos em que o animal não tem distensão abdominal e nem corrimento e quando faz os exames diagnósticos lá está ela, começando, dando início aos sintomas de apatia do animal. Os sinais começam a aparecer geralmente logo após o cio.

O diagnóstico geralmente é feito com exames de sangue e ultrassonografia abdominal.O tratamento é cirúrgico, com a retirada de todo útero e dos ovários e acompanhado de ampla antibioticoterapia.  Há casos que o animal necessita de internação com fluidoterapia , principalmente quando a doença já está bem avançada deixando o animal debilitado. Por isso é importante o diagnóstico precoce, evitando assim complicações como a septicemia( infecção generalizada).

Por isso sempre falamos muito de castração. A castração evita ,além do abandono de filhotes e animais adultos, tumores em mama, útero e também a Piometra. Não tenha medo de castrar o seu animal. Quanto mais jovem, mais tranquila é a cirurgia.

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Meu nome é Chiara! Quando tinha 10 anos comecei a ficar muito mal e não queria comer, fui diagnosticada com piometra. Felizmente minha dona Ana foi rápida em me tratar e logo fiz a cirurgia. Hoje tenho 15 anos e estou muito bem, obrigada!

Se você tem alguma dúvida e quiser falar comigo, deixe um comentário no post, ou acesse minha fan page Isa Casline Veterinaria. Responderei com muito prazer!