Quem tem medo de Pit Bull?

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Nesse post, quero procurar esclarecer alguns pontos sobre essa polêmica raça, que causa tanta temor na população em geral. Antes de falar sobre a raça e o que a mídia prega por aí, queria deixar claro, por experiência própria, que JAMAIS , nos meus quase 13 anos de profissão, tive qualquer problema ,mordida ou quase ataque, de um paciente meu da raça Pit Bull. As mordidas que levei ou quase levei vieram de pequeninos, como poodles, daschunds, pinschers e até pequenos srds (vulgo vira -lata), mas nunca de um grandão desses. Então, vamos lá. Como surgiu a raça? Ele é mesmo produto de laboratório, como muito se especula por aí?

Lá pelo século 19, na Inglaterra, as pessoas gostavam de se divertir com um jogo chamado bull baiting; uma coisa horrorosa onde se usavam Bulldogues para atacar touros , mordendo suas orelhas e evitando os coices. Só que o parlamento inglês proibiu essa prática. Aí, os criadores de bulldogues que apreciavam sua força, resolveram criar cães para rinhas.( outra coisa horrorosa). Começaram então cruzando os bulls com terriers, que são cães pequenos, mas extremamente ágeis, e com muita força também, nascendo assim cães perfeitos para brigas. Esses cães foram utilizados também para caçar ratos, matar outros cachorros e possuíam alta tolerância a dor e extrema afeição pelo seu dono. Por isso nunca foram bons cães de guarda, já que são muito sociáveis com humanos.

Nascia assim o American Pit Bull Terrier, já que esses cães posteriormente migraram para os Estados Unidos. Segundo o padrão oficial da raça, eles possuem muita resistência, gostam muito de agradar e são excelentes cães de companhia, sendo comum sua interação com crianças.

Mas porque então vemos na tv tantos horrores associados a raça? A maioria dos pit bulls são territorialistas e apresentam certo nível de agressividade com outros cães, significando que precisam de donos DISPOSTOS  a sociabilizar o animal desde cedo, tanto com pessoas, como com outros animais. Além disso é um animal cheio de energia, que gosta de exercícios, portanto precisa de espaço,e o que mais se vê por aí são Pit Bulls presos em correntes, em espaços muito apertados e com muito pouco contato com outros seres humanos. Falta informação às pessoas que querem criar esse cachorro, baseando-se apenas no fato de que ele é um animal que chama muita atenção. Claro que sozinho, sem cuidados adequados, o animal vai desenvolver certa agressividade, como qualquer outro cachorro.Mas o problema maior é que a raça é extremamente forte , o que acaba causando acidentes gravíssimos. Quem quiser ter um animal assim, deve lembrar que ele adora a companhia do ser humano e não deve ser banido longe do contato da família, o que será , muito prejudicial, além de claro ter paciência pra educar o animal desde cedo, fazê-lo brincar e se exercitar. Um dos maiores problemas é que ainda hoje em dia ele é usado para rinhas, o que acaba gerando animais extremamente agressivos. Além de muita gente só querer ter o Pit em casa porque é um cachorro bonito e esquece que ele necessita de muita atenção e cuidados.

Digo sem medo, que meus pacientes são extremamente dóceis e carinhosos, convivendo inclusive com crianças dentro da casa .Abaixo seguem algumas fotos de duas pacientes ;a Samba (Pit) e a Zara( Golden Retriever). Reparem na ” agressividade”  da Samba. HA HA.

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Obs: Gente, as duas tem até Instagram!!! E eu não…..

Segue um vídeo também que a Renata, dona da Samba, me enviou. As duas convivem juntas já há alguns anos sem nenhum tipo de problema. Aliás, é a Zara quem mais perturba a Samba….

Samba e Zara se ” degladiando..”

Espero que tenha ajudado a dissipar um pouco do temor em volta dessa raça que consegue ser tão gentil, carinhosa e fiel.

Dúvidas? Perguntas?Podem deixar recado aqui pra mim no blog ou lá na fan page! Isa Casline Veterinária.