Sarna demodécica. O que é?

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Também conhecida como Demodicose ou pelos antigos como “sarna negra” é uma doença congênita de pele, ou seja, o cão nasce com ela, já que há uma hereditariedade ; se a mãe tem, os filhotes também terão. A doença é causada por um ácaro bem pequeno só visto com microscópio, e que em animais de imunidade mais baixa acaba por se multiplicar sem controle, causando a sarna.

Por isso quando se deseja comprar um filhote é sempre indicado visitar o canil para avaliar condições de higiene do local e ver a mãe dos filhotinhos e outros animais presentes para que você se certifique de que não ha maus tratos daqueles animais. Muitos canis SABEM que suas fêmeas tem a sarna, portanto teriam que ser retiradas da reprodução e castradas, mas simplesmente omitem isso dos compradores.

Os sintomas começam a aparecer cedo nos filhotes , como descamação, perda de pelo, crostas e muitas vezes coceira já que em muitos casos há infecção bacteriana secundária. Foi chamada de sarna negra porque não sendo tratada a pele fica com um aspecto mais escurecido, podendo ter outras doenças concomitantes. Antigamente eu mesma atendia casos da sarna em que o proprietário ouvia dizer que teria que sacrificar o animal. Não gente, isso nunca foi necessário. É uma doença estética que causa muito desconforto aO animal, claro, mas hoje em dia temos opções ótimas de tratamento e mesmo alguns anos atrás já tínhamos, então se vocês ouvirem do vizinho ou parente que um animal que tenha sarna negra deve ser eutanasiado, simplesmente não se importem. Procurem o veterinário ao menor sinal de problema na pele do seu animal.

O diagnóstico é feito com raspados de pele, sendo bem simples e o tratamento consiste em comprimidos que irão suprimir o ácaro, assim como banhos terapêuticos e suplementos para melhorar a imunidade. Ela pode sim voltar, em episódios mais brandos  ou mesmo nem voltar, mas o tratamento consegue eliminar todo o problema.

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Cuidados com seu peludo no verão!

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Bethoven preparado para o verão!

Bethoven preparado para o verão!

E o calor, enfim, chegou ( para quem gosta, como eu, ótimo)! Mas muita gente sofre bastante nessa época, com mal estar , entre outros males. Agora imagina como sofre seu cão, principalmente os bem peludos, principalmente por não terem um mecanismo de transpiração como nós!

Sim, cães nao tem sudorese; o que eles fazem pra dissipar o calor é ficar ofegante, então para ajudar, temos que tomar algumas medidas e evitar muitas outras.

Deixe sempre água limpa e fresca. No verão é bom sempre aumentar o número de vasilhas, já que eles consomem mais água e alguns cães tendem a se molhar jogando água com as patas. Cuidado com água gelada! Eles podem acabar resfriados.( Colocar alguns cubinhos de gelo é uma boa para resfriar e não gelar a água)

Não passear nos horários de alta temperatura. Extremamente importante , principalmente porque o chão estará pelando nessa hora e ele com certeza terá queimaduras nas patas, além de correr o risco de sofrer uma hipertermia. Passeie no começo da manhã ou começo da noite.

Cuidado com ar condicionado diretamente ligado na cara do bicho ou mesmo ventiladores . Eles podem ser usados com moderação, principalmente para cães de clima frio, como Husky Siberianos, Akitas, São Bernardos, Chow Chow, etcs.

Temperatura dentro do carro. Nem preciso falar que se for viajar com seu cão, prefira horários de menos sol, leve água e faça paradas em lugares com sombra para ele andar um pouco. Mesmo que o carro possua ar condicionado. Em hipótese alguma deixe seu cão esperando dentro do carro fechado, enquanto você vai na esquina, que seja. Isso pode provocar a morte deles por hipertermia.

Cães peludos. Prefira deixar o pelo mais baixo, ou até inteiro tosado. Seu cão agradecerá.

Pulgas e carrapatos costumam aumentar no verão. Procure então manter o antipulgas mensalmente, os banhos semanais ou quinzenais, principalmente para os alérgicos que sofrem mais também com as temperaturas altas.

Dúvidas? Entre em contato através do blog ou pela fan page Isa Casline Veterinária.

Como tratar a pseudociese ( gravidez psicológica)?

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Foto: Dreamstime

Foto: Dreamstime

A gravidez psicológica é uma síndrome muito comum e que vários proprietários chegam relatando ao consultório. De repente, a cachorrinha ou gatinha, apesar de ser mais comum em cadelas, começa a esconder bichinhos, ter um comportamento mais arredio, podendo apresentar febre, inapetência e comumente produção de leite em algumas mamas.

Esse comportamento aparece geralmente logo após o cio, e está ligada ao hormônio progesterona. Mesmo animais que já tiveram crias podem apresentar a pseudociese. O maior cuidado é com a produção de leite, que não sendo cessada , pode acarretar uma inflamação muito dolorida na mama.

Alguns medicamentos veterinários cessam a produção de leite, assim como medicamentos homeopáticos( dos quais faço bastante uso) diminuem efetivamente esse comportamento.

Há alguns estudos que relacionam a pseudociese com o aparecimento de tumores de mama e piometra( infecção no útero), já que são todas patologias ligadas aos hormônios reprodutores, por isso, nesses casos, recomendamos castrar o quanto antes o animal,porque mesmo que ela já tenha apresentado a gravidez psicológica, com  certeza terá muitos outros episódios e só com a castração conseguimos a cura efetiva.

Portanto, se a sua peludinha, apresentar esses sintomas e comportamentos, procure logo o médico veterinário, para que ele possa lhe orientar quanto ao melhor procedimento à tomar.

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Porque um animal não deve ser dado de presente?

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A páscoa acabou de passar e me lembrei de um assunto importante, que surge também nessa época. Animais sendo dados de presente, na sua maioria, para crianças, como os coelhos.

A não ser que se tenha pesquisado muito junto ao presenteado sobre a responsabilidade de se ter um animal e tudo que isso implica e tendo aliado o fato de que realmente a pessoa ou criança, quer o bichinho, dar animais de presente é uma péssima idéia.

Primeiro que se a pessoa não gostar do “presente”, ele não poderá ser trocado, já que se trata de uma vida, e em muitos casos o que ocorre? Abandono do animal, pouco tempo depois. Existe uma estatística de que 80% dos coelhos que vivem em abrigo foram adquiridos em época de Páscoa, e aí, quando ele começou a roer móveis, ou a família começou a ter gastos com veterinário e ração, percebeu que ele não era igual a um bicho de pelúcia e resolveram devolver o pequeno.

Esse quadro acontece muito também com cães e gatos em época de dias das crianças ou natal, em que as pessoas movidas pela emoção da época, sem pensar muito, adquirem os animais, que sem muito planejamento anterior, acaba se tornando um incômodo e logo descartado. Para animais que tenham sido adotados, o panorama é melhor, já que a maioria das ONGS aceitam os animais devolvidos, mas quando se compra um animal, a loja não aceita devolução .

Por isso, quando for comprar um animal ou adotar, pesquise muito sobre raças específicas ou não, o que será melhor para uma criança e tenha noção da enorme responsabilidade que é se ter um animal, que precisará não só de cuidados como ração e veterinário, como de um tempo disponível para que você e sua família possam interagir saudavelmente com ele. E lembre-se sempre do tempo médio de vida de um animal que gira em torno dos 15 anos.

Ter um animal é maravilhoso, desenvolve nas crianças senso de responsabilidade, afeto e cuidado por um outro ser, mas só o adquira se tiver plena consciência de que ele será também um membro da sua família.

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Convivência entre crianças e animais

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Desde novinha, sempre gostei de escrever. Escrevia em diários, agendas, cartas para as primas que eram enormes. E aí, me veio a idéia do blog, que juntaria a minha vontade de escrever com a propagação de informações que poderiam ser úteis às pessoas. E eu fico muito feliz que as pessoas estejam me dando idéias para artigos aqui do blog, ou porque tem dúvidas sobre o assunto, ou porque acham interessante.

E hoje eu vou falar de um desses assuntos, que é a convivência entre animais e crianças. Essa pessoa me mostrou um texto que leu na net, onde um pediatra praticamente condenava a convivência intima entre crianças e bichos, enumerando regras a serem seguidas, como por exemplo evitar o livre acesso do animal pelos cômodos todos e deixando claro que o animal poderia transmitir raiva, toxoplasmose, entre outras doenças bacterianas e virais.

Vamos lá! Em primeiro lugar, a pessoa que vai adquirir um animal de estimação para uma criança deve ter os cuidados BÁSICOS, que são a vacinação e vermifugação, que serão explicadas e efetuadas corretamente pelo médico veterinário. Hoje em dia, a grande maioria dos animais ,criados dentro de casa com as pessoas tem vacinas e ainda lembrando que os municípios promovem vacinação antirabica gratuita. Então não é simplesmente convivendo com um cão ou gato que seu filho irá contrair raiva. Quanto a toxoplasmose eu fiz já um post que está disponível aqui. Fala de mulheres grávidas , mas o contágio se dá da mesma forma para todos.

Quanto a reportagem dizer que o animal não possui a ” higiene necessária” para conviver com crianças, quero ressaltar de novo a importância de programas como o Cão Terapeuta, que leva animais a hospitais e asilos, com pessoas imunodeprimidas e debilitadas e que comprovadamente melhoram a qualidade de vida daqueles pacientes. Então, se é bom pra uma pessoa nessas condições, porque seria perigoso para a criança, sendo um animal sadio, vacinado e vermifugado e higienizado regularmente? O post completo sobre terapias assistidas por animais, se encontra aqui.

O que eu sempre ressalto, quando alguém vem tirar dúvidas sobre animais a serem adquiridos para crianças, além dos cuidados básicos já citados, é de que a criança, principalmente as mais novinhas, não sabem direito como segurar ou pegar um cão e gato,e isso pode gerar acidentes, machucando tanto a criança, quanto o animal, então sempre é bom supervisionar esse contato inicial, explicando como o animal deve ser cuidado e tratado.

Se tiverem mais dúvidas sobre esse assunto, pode me escrever aqui na página Isa Casline Veterinária ou aqui no blog.

O sumiço da Pelota

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Hoje eu só queria falar da Pelota, aí em cima! Ela é a gatinha da minha prima Vanessa, que a resgatou bem pequena mesmo e a criou na mamadeira. Na ultima sexta feira 13, a Pelota desapareceu. Sim, sexta feira 13!

Sempre postamos coisas nas redes sociais e falamos aos clientes dos perigos de se deixar gatinhos pretos vagando por aí, porque infelizmente ainda tem muita gente ignorante que faz maldade com eles. E muita gente que os usa para rituais em certas crenças. Mas a Pelota, já castrada, nem saía de casa, mal ficava no quintal e nem no muro subia. Alguém, com certeza, já sabendo da bichinha ali, num momento de distração da família, aproveitou e levou a gatinha consigo. Ela, segundo minha prima, era bem tranquila e bobinha.

Posso imaginar o desespero da minha prima, eu também tenho meu pretinho, assim como outros bichanos. No momento o que posso fazer é contar a história dela pra vocês e pedir muito pra São Francisco que ela fique bem!

Muito triste saber que isso pode acontecer com qualquer bicho nosso; que o mundo ainda tá longe no quesito respeito aos animais….

Isa Casline Veterinária

O abandono de cães idosos.

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cachorro-velho-idoso-petrede Essa semana, eu estava com muitas dúvidas sobre qual assunto postar no blog, já que criei um hábito de postar semanalmente. Até que conversando com uma amiga, ela me contou sobre um caso no mínimo muito triste. E que se repete aí aos montes: o abandono de cães idosos. Estou falando de cachorros, porque gatos idosos, segundo a opinião de muita gente, dá muito menos trabalho que o cão, já que o felino por si só já é um bicho tranquilo e dorminhoco, imagina então com a idade avançada. Já o cão, muitas vezes, quando a idade chega, apresenta diferenças no comportamento, muitas das quais os donos estranham , como: agitação noturna, se esconder em lugares como canto do sofá, atrás de cadeiras , pode esquecer comandos simples, ficar apático ou mais hostil e ainda apresentar problemas mais sérios como um AVC. Isso porque com  a idade, os vasos sanguíneos se deterioram  e a oxigenação cerebral pode ficar insuficiente. Felizmente hoje em dias já temos medicamentos que melhoram muito esses sintomas, devolvendo a qualidade de vida para os velhinhos. É só consultar o veterinário. Mas o que minha amiga me contou foi que o cão da pessoa que ela conhecia, que já é bem idoso, apresentou agitação noturna e está fazendo as necessidades fora do local, isso tudo depois deles terem mudado de casa, e o que a moça quer fazer? Se desfazer do bicho, porque o marido disse que se ele ficar, sai ela e o cachorro. Lembrando que o cão está com a pessoa antes dela casar! E ela está cogitando deixar o cachorro num quintal de outros parentes , que não gostam de animais e muito menos cuidam, sendo que ele está acostumado a ficar dentro de casa. Isso tudo porque o comportamento dele se alterou de uns tempos pra cá e os está incomodando. Já informei que ele pode sim morrer de depressão. Já informei que existem medicações e também informei que existe uma coisa chamada posse responsável, que significa que se ela é proprietária dele , é dever dela zelar pelo bem estar do animal até o fim da vida dele! Nunca, gente, pensem no abandono do seu animal idoso! É triste demais pro animal; sim, eles sofrem sem os donos, e depois ainda de tantos anos, o sofrimento é quase letal. Se seu animal está apresentando comportamentos estranhos, depois de uma certa idade, vá consultar seu veterinário e logo tudo será resolvido. Para dúvidas, entre na fan page Isa Casline Veterinária

Quem tem medo de Pit Bull?

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Nesse post, quero procurar esclarecer alguns pontos sobre essa polêmica raça, que causa tanta temor na população em geral. Antes de falar sobre a raça e o que a mídia prega por aí, queria deixar claro, por experiência própria, que JAMAIS , nos meus quase 13 anos de profissão, tive qualquer problema ,mordida ou quase ataque, de um paciente meu da raça Pit Bull. As mordidas que levei ou quase levei vieram de pequeninos, como poodles, daschunds, pinschers e até pequenos srds (vulgo vira -lata), mas nunca de um grandão desses. Então, vamos lá. Como surgiu a raça? Ele é mesmo produto de laboratório, como muito se especula por aí?

Lá pelo século 19, na Inglaterra, as pessoas gostavam de se divertir com um jogo chamado bull baiting; uma coisa horrorosa onde se usavam Bulldogues para atacar touros , mordendo suas orelhas e evitando os coices. Só que o parlamento inglês proibiu essa prática. Aí, os criadores de bulldogues que apreciavam sua força, resolveram criar cães para rinhas.( outra coisa horrorosa). Começaram então cruzando os bulls com terriers, que são cães pequenos, mas extremamente ágeis, e com muita força também, nascendo assim cães perfeitos para brigas. Esses cães foram utilizados também para caçar ratos, matar outros cachorros e possuíam alta tolerância a dor e extrema afeição pelo seu dono. Por isso nunca foram bons cães de guarda, já que são muito sociáveis com humanos.

Nascia assim o American Pit Bull Terrier, já que esses cães posteriormente migraram para os Estados Unidos. Segundo o padrão oficial da raça, eles possuem muita resistência, gostam muito de agradar e são excelentes cães de companhia, sendo comum sua interação com crianças.

Mas porque então vemos na tv tantos horrores associados a raça? A maioria dos pit bulls são territorialistas e apresentam certo nível de agressividade com outros cães, significando que precisam de donos DISPOSTOS  a sociabilizar o animal desde cedo, tanto com pessoas, como com outros animais. Além disso é um animal cheio de energia, que gosta de exercícios, portanto precisa de espaço,e o que mais se vê por aí são Pit Bulls presos em correntes, em espaços muito apertados e com muito pouco contato com outros seres humanos. Falta informação às pessoas que querem criar esse cachorro, baseando-se apenas no fato de que ele é um animal que chama muita atenção. Claro que sozinho, sem cuidados adequados, o animal vai desenvolver certa agressividade, como qualquer outro cachorro.Mas o problema maior é que a raça é extremamente forte , o que acaba causando acidentes gravíssimos. Quem quiser ter um animal assim, deve lembrar que ele adora a companhia do ser humano e não deve ser banido longe do contato da família, o que será , muito prejudicial, além de claro ter paciência pra educar o animal desde cedo, fazê-lo brincar e se exercitar. Um dos maiores problemas é que ainda hoje em dia ele é usado para rinhas, o que acaba gerando animais extremamente agressivos. Além de muita gente só querer ter o Pit em casa porque é um cachorro bonito e esquece que ele necessita de muita atenção e cuidados.

Digo sem medo, que meus pacientes são extremamente dóceis e carinhosos, convivendo inclusive com crianças dentro da casa .Abaixo seguem algumas fotos de duas pacientes ;a Samba (Pit) e a Zara( Golden Retriever). Reparem na ” agressividade”  da Samba. HA HA.

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Obs: Gente, as duas tem até Instagram!!! E eu não…..

Segue um vídeo também que a Renata, dona da Samba, me enviou. As duas convivem juntas já há alguns anos sem nenhum tipo de problema. Aliás, é a Zara quem mais perturba a Samba….

Samba e Zara se ” degladiando..”

Espero que tenha ajudado a dissipar um pouco do temor em volta dessa raça que consegue ser tão gentil, carinhosa e fiel.

Dúvidas? Perguntas?Podem deixar recado aqui pra mim no blog ou lá na fan page! Isa Casline Veterinária.