Porque vermifugar os peludos?

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Fazer a vermifugação do seu pet é uma coisa simples e muito necessária. Mas muita gente acaba esquecendo. Porque então devo me preocupar com a vermifugação, tanto de cães, como de gatos?

Quando filhotes, os vermes podem acarretar maiores prejuízos a saúde, já que fica comprometido o total aproveitamento de nutrientes, podendo levar o animal a presentar anemia, seguida de fraqueza, falta de apetite, queda de imunidade, podendo ser então uma porta de entrada à outras doenças. O filhote ainda pode apresentar vômito e diarréia, fortes dores abdominais e sendo a quantidade de vermes parasitando muito grande, o animal pode vir à óbito.

Em cães adultos, os vermes podem causar também apatia, pelos fracos, e todos os sinas acima citados, porém mais brandos.

Esses vermes podem parasitar o homem também, aumentando ainda mais a importância da vermifugação.

O esquema de vermifugação deve ser feito de acordo com a idade do animal. Quando filhote, devem ser vermifugados assim que desmamam e depois em datas alternadas com as vacinas . Quando adultos, podem ser vermifugados a cada seis meses ou um ano. E atenção para animais que tenham pulga, já que a pulga também transmite vermes. Além de dar o vermífugo, o animal também deverá receber tratamento antipulgas.

O médico veterinário será quem irá te orientar corretamente sobre quais vermifugos a serem dados e em quais datas devem ser dados.

Mais dúvidas, deixe um comentário aqui no blog, ou acesse a fan page Na casa do bicho- Isa Casline Veterinária

 

O perigoso chocolate.

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Eu sei que há um tempinho atrás, escrevi um post sobre alimentos que não devem ser consumidos por cães ou gatos, já que podem causar sintomas graves, como intoxicações e até levar ao óbito. O post completo está aqui.

Infelizmente, pra engrossar essa estatística e para vocês não pensarem que é exagero quando os veterinários pegam no pé sobre alimentação, algumas semanas atrás, atendi um filhote, de mais ou menos 3 meses, que no domingo de páscoa, sem os donos perceberem, comeu quantidades enormes de ovos de chocolate, que foram dados pelos seus netos, enquanto brincavam com o bichinho. Os proprietários só viram quando os ovos estavam praticamente no fim e as crianças então disseram que tinham dividido o chocolate com o filhote. No dia seguinte, ele começou a apresentar vômitos frequentes e diarréia escura. Os donos começaram a dar soro caseiro, mas no segundo dia , viram que ele só piorava e foi quando ele chegou até mim.

Estava muito abatido; o vômito que ele apresentava ainda tinha cheiro de chocolate. Foi feito fluidoterapia por dois dias seguidos com medicações antitóxicas e outros cuidados. Ele apresentou uma pequena melhora, porém no terceiro dia, já com exames feitos, e com a mucosa da boca já amarelada se constatou que ele estava com uma insuficiência hepática grave, causada pela ingestão de chocolate. O filhotinho não resistiu.

Nesse caso devemos considerar que era um animal de porte pequeno, ainda bebê e que ingeriu uma quantidade enorme de ovos de páscoa. Porém o estrago pode ser o mesmo em cães maiores que sejam mais sensíveis a teobromina, que é a substância encontrada no chocolate  e que faz tanto mal.

Por isso , nunca é exagero quando falamos em dar somente o que o veterinário recomenda para o seu animal. Sempre esteja por perto quando há crianças brincando com o bichinho. Serve tanto para a segurança da criança, quanto a do animal.

Para maiores dúvidas, entre em contato aqui no blog ou na fan page Isa Casline Veterinária

Porque um animal não deve ser dado de presente?

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A páscoa acabou de passar e me lembrei de um assunto importante, que surge também nessa época. Animais sendo dados de presente, na sua maioria, para crianças, como os coelhos.

A não ser que se tenha pesquisado muito junto ao presenteado sobre a responsabilidade de se ter um animal e tudo que isso implica e tendo aliado o fato de que realmente a pessoa ou criança, quer o bichinho, dar animais de presente é uma péssima idéia.

Primeiro que se a pessoa não gostar do “presente”, ele não poderá ser trocado, já que se trata de uma vida, e em muitos casos o que ocorre? Abandono do animal, pouco tempo depois. Existe uma estatística de que 80% dos coelhos que vivem em abrigo foram adquiridos em época de Páscoa, e aí, quando ele começou a roer móveis, ou a família começou a ter gastos com veterinário e ração, percebeu que ele não era igual a um bicho de pelúcia e resolveram devolver o pequeno.

Esse quadro acontece muito também com cães e gatos em época de dias das crianças ou natal, em que as pessoas movidas pela emoção da época, sem pensar muito, adquirem os animais, que sem muito planejamento anterior, acaba se tornando um incômodo e logo descartado. Para animais que tenham sido adotados, o panorama é melhor, já que a maioria das ONGS aceitam os animais devolvidos, mas quando se compra um animal, a loja não aceita devolução .

Por isso, quando for comprar um animal ou adotar, pesquise muito sobre raças específicas ou não, o que será melhor para uma criança e tenha noção da enorme responsabilidade que é se ter um animal, que precisará não só de cuidados como ração e veterinário, como de um tempo disponível para que você e sua família possam interagir saudavelmente com ele. E lembre-se sempre do tempo médio de vida de um animal que gira em torno dos 15 anos.

Ter um animal é maravilhoso, desenvolve nas crianças senso de responsabilidade, afeto e cuidado por um outro ser, mas só o adquira se tiver plena consciência de que ele será também um membro da sua família.

Para dúvidas, entre em contato aqui ou na fan page Isa Casline Veterinária

Convivência entre crianças e animais

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Desde novinha, sempre gostei de escrever. Escrevia em diários, agendas, cartas para as primas que eram enormes. E aí, me veio a idéia do blog, que juntaria a minha vontade de escrever com a propagação de informações que poderiam ser úteis às pessoas. E eu fico muito feliz que as pessoas estejam me dando idéias para artigos aqui do blog, ou porque tem dúvidas sobre o assunto, ou porque acham interessante.

E hoje eu vou falar de um desses assuntos, que é a convivência entre animais e crianças. Essa pessoa me mostrou um texto que leu na net, onde um pediatra praticamente condenava a convivência intima entre crianças e bichos, enumerando regras a serem seguidas, como por exemplo evitar o livre acesso do animal pelos cômodos todos e deixando claro que o animal poderia transmitir raiva, toxoplasmose, entre outras doenças bacterianas e virais.

Vamos lá! Em primeiro lugar, a pessoa que vai adquirir um animal de estimação para uma criança deve ter os cuidados BÁSICOS, que são a vacinação e vermifugação, que serão explicadas e efetuadas corretamente pelo médico veterinário. Hoje em dia, a grande maioria dos animais ,criados dentro de casa com as pessoas tem vacinas e ainda lembrando que os municípios promovem vacinação antirabica gratuita. Então não é simplesmente convivendo com um cão ou gato que seu filho irá contrair raiva. Quanto a toxoplasmose eu fiz já um post que está disponível aqui. Fala de mulheres grávidas , mas o contágio se dá da mesma forma para todos.

Quanto a reportagem dizer que o animal não possui a ” higiene necessária” para conviver com crianças, quero ressaltar de novo a importância de programas como o Cão Terapeuta, que leva animais a hospitais e asilos, com pessoas imunodeprimidas e debilitadas e que comprovadamente melhoram a qualidade de vida daqueles pacientes. Então, se é bom pra uma pessoa nessas condições, porque seria perigoso para a criança, sendo um animal sadio, vacinado e vermifugado e higienizado regularmente? O post completo sobre terapias assistidas por animais, se encontra aqui.

O que eu sempre ressalto, quando alguém vem tirar dúvidas sobre animais a serem adquiridos para crianças, além dos cuidados básicos já citados, é de que a criança, principalmente as mais novinhas, não sabem direito como segurar ou pegar um cão e gato,e isso pode gerar acidentes, machucando tanto a criança, quanto o animal, então sempre é bom supervisionar esse contato inicial, explicando como o animal deve ser cuidado e tratado.

Se tiverem mais dúvidas sobre esse assunto, pode me escrever aqui na página Isa Casline Veterinária ou aqui no blog.